DICAS PARA COMPRAR UM TERRENO


1 – Antes de começar a procurar um terreno, pense nos seus sonhos e pretensões para o espaço, o que deseja construir. Defina o que é importante para você: silêncio, localização, vista, contato com a natureza? Isso vai facilitar a escolha.

2 – Consulte o corretor de imóveis sobre as limitações legais para construção em um local de seu interesse. Independente do uso que você pretenda dar ao terreno, é importante conhecer o zoneamento para a região. O zoneamento divide a cidade em áreas e define espaços residenciais, comerciais, industriais ou mistos, além de taxas de ocupação, gabaritos, etc.

3 – Se você estiver comprando um terreno em condomínio fechado, verifique também as regras do condomínio para garantir que é possível realizar o que você planeja

4 – Não deixe de consultar ainda se a região desejada é tombada. As restrições para construção nesses casos são muito mais amplas do que as do zoneamento.

5 – Observe com todo cuidado os aspectos físicos: a topografia, a qualidade do solo, eventuais encostas, proximidade de águas, etc. Nunca compre um lote ou terreno sem visitá-lo e sem checar sua situação legal e limitações para construir. Você pode estar, por exemplo, adquirindo um brejo, uma área preservada ou aterrada.

6 – Terrenos em áreas de proteção de mananciais merecem cuidado especial. São áreas, por exemplo, de represas, rios, nascentes, legalmente protegidas para garantir a preservação dos recursos hídricos. Além de apresentarem restrição de uso, também precisam de aprovação de órgãos específicos.

7 – Ande no terreno que você está comprando e, se possível, leve um engenheiro ou arquiteto. Verifique se não existe água nas proximidades. Os solos muito próximos a regiões alagadas, como rios e lagoas, podem ter resistência baixa ou terem sido aterrado, sem falar no risco das águas subirem em época de muitas chuvas.

8 – Terrenos muito baratos, aquela pechincha que parece imperdível, merecem atenção redobrada. Limitações físicas podem significar elevados custos em fundações e contenções de arrimo, transformando o grande negócio em um peso no seu orçamento.

9 – É importante ficar atento ainda à mata e árvores que existam no terreno. As árvores são protegidas por rígida legislação. Analise a possibilidade de aproveitá-las no seu projeto de arquitetura.

10 – Escolha feita, cheque as dimensões reais do terreno, se possível com a ajuda de um topógrafo. No caso de um lote, examine ainda seu posicionamento dentro do loteamento. Invasões de vizinhos podem significar ações judiciais no futuro.

11 - O passo seguinte é verificar a documentação. Confira no Cartório de Registro de Imóveis se o terreno está registrado e peça uma certidão de propriedade, com negativa de ônus e alienações, para ter certeza que ele está desembaraçado. Não esqueça de verificar as guias de IPTU ou IPTR.

12 – Não havendo impedimentos, faça uma proposta de compra e venda. Mas lembre-se: proposta não é contrato. É um documento que firma a intenção de compra. Qualquer sinal dado vale como parte do pagamento. As partes podem estabelecer na proposta o direito de arrependimento. Se a desistência for do comprador, ele perde o sinal dado; se for do vendedor, ele deve devolver o sinal em dobro.

13 – É obrigatório constar na proposta de compra e venda a qualificação e manifestação de vontade das partes; indicação do lote, conferindo sua localização com a planta aprovada pela prefeitura; valor total do lote e do sinal dado; modo e forma de pagamento e forma de reajuste, especificando o índice que será usado e taxa de juros para a venda em prestações; promessa de firmar contrato e prazo para aceitação da proposta (o ideal é não ultrapassar 30 dias). Assine e date as vias do documento, ficando com uma delas.

14 – Negócio fechado, faça o registro do seu terreno no Cartório de Registro de Imóveis o mais rápido possível, pois é isto que o torna, de fato e de direito, proprietário do imóvel.

15 - Na compra de qualquer tipo de imóvel, leia cuidadosamente o contrato de compra e venda e esteja seguro de que as cláusulas traduzem exatamente o que foi combinado verbalmente, comparando com o que consta da proposta ou minuta do contrato. Risque todos os espaços em branco.

16 - O contrato deve conter os dados pessoais do comprador e do vendedor (nome, R.G., CPF e CGC/MF para pessoa jurídica, nacionalidade, estado civil e residência); a área e demais características do imóvel; valor total do imóvel e das prestações; prazo e forma de pagamento; periodicidade (anual, segundo a legislação em vigor) e índice de reajuste; eventual incidência de juros; local de pagamento; penalidades no atraso do pagamento de parcelas; valor do sinal antecipado; e todas as condições prometidas pelo vendedor.

17 - O contrato deve ser assinado e datado. Uma cópia é sua. Registre-a de imediato no Cartório de Registro de Imóveis.

18 - Verifique junto à prefeitura sobre a possibilidade de desdobramento do lote, caso esteja sendo vendido ½ lote, pois, caso contrário, não será possível sua regularização - aprovação de planta para construção, escritura definitiva, imposto, numeração da casa, etc.

19 - Pague sempre a prestação na data estipulada e guarde todos os recibos. Eles comprovam que você está em dia com suas obrigações ou que quitou o lote, quando for lavrar a escritura definitiva.

20 – Se o vendedor não quiser receber as prestações, não deixe de pagá-las. Vá ao cartório onde o contrato está registrado e solicite que o vendedor seja notificado para receber a prestação naquele local. Se preferir, procure um advogado para efetuar a consignação do pagamento junto ao Poder Judiciário.

21 – Depois de pagar integralmente o lote, leve todos os seus documentos pessoas, o contrato e os recibos no Tabelionato de Notas, que lavrará a escritura. Não pague a chamada "Taxa de Minuta" ou "Termo de Quitação" que os vendedores costumam cobrar nessa ocasião. Se for imposta essa cobrança, não aceite. Procure um órgão de defesa do consumidor.

22 - Registre a escritura no Cartório de Registro de Imóveis da região. Por fim, na prefeitura, peça por escrito a alteração do lançamento do imposto territorial para seu nome.

Fonte: CRECI RJ

Onde é mais seguro morar? Apartamento ou casa?

Apartamentos são três vezes mais seguros que casas em condomínio, que, por sua vez, são duas vezes mais protegidas que casas térreas com frente para a rua

Esse não é um problema para os moradores das calmas cidades do interior. Mas, nas metrópoles brasileiras, a segurança contra ladrões e assaltos é uma das maiores preocupações. Quando alguém pensa em um lugar para morar, normalmente leva em conta critérios como a paisagem vista da janela ou do quintal, o conforto, o comércio próximo e a facilidade de acesso. São itens realmente importantes, que podem tornar a vida mais agradável. Mas não são os únicos a considerar. 
No Brasil, existem 45 milhões de residências. Apenas 0,33% delas possui sistemas de proteção, como alarmes e câmaras, monitorados por empresas especializadas. Todo o resto conta com sistemas caseiros ou cuidados precários. Em tese, estariam todos inseguros. No entanto, é possível estabelecer uma comparação precisa entre apartamentos, condomínios e casas com frente para a rua levando em consideração suas fragilidades e seus pontos fortes.
Quem lê as páginas policiais dos jornais, com freqüentes relatos de assalto a apartamentos, tem a impressão de que prédios são mais vulneráveis que qualquer outro tipo de habitação. Não é o que dizem as empresas de seguro, para as quais esse dado é um referencial no valor da cobertura. Segundo elas, para cada seis assaltos a casas térreas, ocorre apenas um em edifícios. 
A Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio, especializada em avaliação de imóveis, registrou uma tendência de queda na compra e venda de casas desse tipo nos últimos dois anos. Outro engano é achar que os prédios isolados são mais inseguros que aqueles em condomínio. O risco é o mesmo. No quadro ao lado estão as principais vantagens e desvantagens de cada forma de moradia, segundo os especialistas em segurança residencial. Ninguém é obrigado a deixar a casa de seus sonhos depois de conhecer as diferenças. Mais importante do que isso é estar ciente de cada uma das fragilidades para se precaver contra surpresas desagradáveis.

O que levar em conta na hora de escolher sua residência
Casa
Vantagens
 Uma casa pode ser um prazer constante para quem gosta de plantas e animais
 Quintais e jardins proporcionam mais espaço às crianças, com a vantagem adicional de elas estarem sempre ao alcance da vista dos pais
 Morar numa boa casa é, sem dúvida, mais charmoso que viver num apartamento de igual conforto
 O tamanho dos cômodos é, em geral, um ponto a favor
 Numa casa, brigas e discussões com vizinhos são menos freqüentes do que em apartamentos
 Depende apenas da própria família o cuidado ao fechar portas e janelas
 Não se permite a entrada de pessoas desconhecidas
Desvantagens
 Os custos de manutenção são maiores. Dá mais trabalho manter tudo em ordem
 A construção de prédios na vizinhança faz o quintal ficar muito devassado
 A segurança perde. O roubo acontece com mais facilidade em uma casa porque em geral a vigilância é menor
 Abrir o portão para entrar e sair de casa é um perigo. É quando se está mais vulnerável à ação dos bandidos
 A maioria dos latrocínios – roubos seguidos de morte – acontece em casas térreas
 Custear um bom sistema de proteção pesa excessivamente no bolso de uma família de classe média

Casa em condomínio
Vantagens


 Crianças podem brincar na rua com muito mais liberdade. O risco de atropelamento é bem menor
 Maior área verde, organização e estrutura de lazer, cujos custos também são muito menores
 Geralmente os condomínios são mais silenciosos, o que representa conforto inigualável
 Em relação à segurança, os muros altos e as guaritas são uma tranqüilidade a mais
 O compartilhamento dos custos do esquema de proteção possibilita usar sistemas mais sofisticados
 A probabilidade de um bandido render os moradores é quase nula, porque o acesso é vigiado
 Com menos gente andando nas ruas, a vigilância é facilitada, assim como a captura de quem se aventure a assaltar
Desvantagens
 O isolamento é um problema. Geralmente esses condomínios ficam em áreas afastadas, o que cria transtornos de deslocamento
 Numa emergência, às vezes é mais complicado chegar a um pronto-socorro
 Alguns psicólogos acreditam que morar em condomínio cria um mundo irreal para as crianças e as torna menos preparadas para o contato com a vida real
 Do ponto de vista da segurança, condomínios costumam inspirar excessiva confiança. Acaba-se ignorando procedimentos mais corriqueiros de precaução, como trancar portas e janelas

Apartamento
Vantagens


 A manutenção de apartamento é muito mais barata que a de casa
 Também é menos trabalhoso, porque os funcionários cuidam da manutenção e da limpeza
 Normalmente, a possibilidade de vista bonita é maior e, em muitos casos, conta-se com infra-estrutura de serviços
 A segurança também ganha. Dificilmente um único homem consegue praticar um assalto. 
São necessárias pelo menos três pessoas para o êxito numa ação em edifício
 A presença do porteiro, mesmo que não seja do tipo atlético, inibe o ladrão
 Num edifício, todos os custos se reduzem porque são divididos entre os moradores. Não é diferente com vigilantes e sistemas de alarme
Desvantagens
 O barulho dos vizinhos às vezes incomoda
 É incompatível com o gosto pela criação de animais
 O espaço externo de lazer e a área verde são menores que em casa térrea e em condomínio
 Nem sempre a convivência com outros moradores é harmoniosa. São freqüentes os desentendimentos sobre como gerir o prédio
 A segurança se fragiliza quando é maior a circulação de visitantes e prestadores de serviço. Isso pode facilitar a entrada e a ação de assaltantes. O risco de descuidos aumenta
 Uma vez dentro do edifício, os bandidos estão livres para promover um arrastão, roubando vários apartamentos de uma só vez sem despertar a atenção da polícia

Fotos: João Ramid - Raul Junior - Ricardo Benichio

Registro de Incorporação - mais uma garantia na hora da compra de um imóvel na planta


Para que seja possível a comercialização de um condomínio na planta ou em construção é indispensável que seja realizado o Registro de Incorporação Imobiliária. Para tal, o incorporador deverá reunir uma série de documentos no Cartório de Registro de Imóveis.
Assim que registrada, a incorporação imobiliária garante ao consumidor que o projeto está aprovado e em conformidade com as exigências legais, além de assegurar que requisitos obrigatórios serão cumpridos pelo incorporador. Entre eles estão:
- Posse do terreno: Prova que o incorporador é proprietário da área, seja por contrato de compra e venda, cessão de direitos ou permuta;
- Certidões negativas: A existência de certidões negativas de impostos federais, estaduais e municipais, de protesto de títulos, de ações cíveis e criminais e de ônus reais relativamente ao imóvel, além da regularidade da situação da incorporadora frente ao INSS e a Receita Federal. Caso a incorporadora não esteja em dia com suas obrigações legais, após pronto o imóvel, o empreendimento não obterá o Habite-se, documento exigido para que o condomínio possa funcionar e receber moradores;
- Regras do condomínio: O Registro de Incorporação contém um documento chamado Convenção de Condomínio, que estabelece as principais regras de convivência, como a delimitação e distribuição das vagas de garagem, correta utilização das áreas comuns do edifício e a forma de divisão das despesas;
- Memorial descritivo da obra: Nele ficam determinadas as características de cada unidade, como por exemplo a descrição do acabamento e material utilizado na construção;
- Quadros de áreas da ABNT: Neste documento há a especificação da área privativa, área comum, área total e a fração ideal sobre o terreno que pertence a cada apartamento.
Aos que estão interessados em adquirir um apartamento na planta ou em construção, o ideal é dirigir-se ao cartório de registro de imóveis em que o empreendimento foi registrado e conferir a informação que consta no documento com as divulgadas pela incorporadora. O Registro de Incorporação comprova que as informações contidas nos materiais de propaganda do imóvel ou mesmo as descrições fornecidas pelo corretor de imóveis correspondem ao que será entregue.
 Fonte: Portal VGV       

Saiba quais são as construtoras com o maior número de reclamações no Procon


A fundação Procon-SP divulgou, nesta quinta-feira (17), a lista das construtoras mais reclamadas entre 1º de janeiro a 10 de maio deste ano.
Segundo o Procon-SP, neste período a fundação recebeu mais de 3.017 queixas, pedidos de orientação e esclarecimento de dúvidas sobre compras de imóveis. O ranking é baseado ns reclamações que precisam de mediação do órgão estadual de defesa do consumidor para resolver o problema.
Entre os principais problemas citados pelos consumidores, estão o atraso na entrega de imóveis, o não cumprimento do contrato/proposta, dúvidas sobre cobranças de taxas e cobrança indevida de taxas, qualidade das construções e devolução de sinal.
ConstrutorasEntres as construtoras a Gafisa/Tenda ocupou a primeira posição na  lista das mais reclamadas, com 131 reclamações, seguida pela PDG com 57 e a MRV com 46 queixas, conforme mostra tabela abaixo:
Ranking das Construtoras mais Reclamadas 
ConstrutoraNº de reclamações
1º Gafisa / Tenda 131
2º PDG 57
3º MRV  46
4º Nova Delhi Incorporadora  25
5º Atua 21
6º Capri Incorporadora12
7º Cury Cosntrutora12
8º Living11
9º Brookfield9
10º Trisul8
“As reclamações sobre atrasos na entrega estão aumentando e preocupam. Tentamos negociar solução do problema junto às construtoras, mas se isso não for possível as empresas são autuadas pelo abuso”, explica o diretor executivo do Procon-SP, Paulo Arthur Góes.
Fonte: InfoMoney

Antes de fechar um negócio com imóvel, veja algumas dicas:


A compra da casa própria é a realização dos sonhos de muitos brasileiros, por isso, a escolha do imóvel e assinatura do contrato envolvem muitas emoções.
Por se tratar de um passo muito importante, é necessário tomar alguns cuidados para não cometer erros.
De olho
Para quem vai aproveitar os feirões de imóveis que começam nesta sexta-feira (18) em São Paulo, Fortaleza e Curitiba, o Ibedec (Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo) relacionou algumas dicas importantes para evitar dores de cabeça:
1. Preço justo: é importante pesquisar o preço de venda de unidades no mesmo prédio ou conjunto para se ter uma ideia do valor de mercado. Além disso, vale pesquisar com as imobiliárias e corretores presentes na feira qual é o preço médio do metro quadrado na região.
2. De olho nos juros: pesquise as taxas de juros praticadas em todos os bancos e faça simulações para saber qual é a que melhor se encaixa em sua renda. Também é importante estar atento ao CET (Custo Efetivo do Financiamento), um percentual que mostra quanto o financiamento vai custar, incluindo todas as taxas administrativas e tributos cobrados pelos bancos.
3. Imóvel ocupado: uma das maiores fontes de problemas é quando o imóvel está ocupado, pois leva tempo e dinheiro para conseguir desocupar o imóvel. Caso a desocupação seja amigável, o processo é mais rápido, já se for necessário entrar na justiça, além de demorado, a ação pode não conseguir exigir a retirado do morador. É possível encontrar informações sobre o imóvel no edital ou nos prospectos de venda, e na dúvida, não compre!
4. Vistoria minuciosa: antes de assinar o contrato, é muito importante visitar o imóvel e olhar cuidadosamente cada detalhe dele. A vistoria deve ser assinada por um dos responsáveis pela venda, desta forma, é possível reclamar na justiça se algum item for retirado do imóvel.
5. Interesse e negociação: é fundamental guardar todos os panfletos, anúncios e anotações feitas pelos vendedores. Toda negociação deve constar na proposta de compra, inclusive prazos, taxas de juros, metragem do imóvel e outras despesas.
6. Promessa de financiamento: nenhum vendedor pode prometer a aprovação do financiamento, por isso, o consumidor só deve assinar qualquer documento, apenas depois de do crédito ser liberado. Caso assine alguma proposta de reserva ou deixe cheque caução para garantir o imóvel, o consumidor deve exigir um compromisso por escrito, que se o financiamento for negado, não haverá multa ou outros custos para desfazer a reserva.
7. Dívidas e condomínios: é importante certificar-se também se existem dívidas pendentes no imóvel, como condomínio e IPTU. São dívidas de responsabilidade do antigo proprietário, que deverão ser quitadas pelo banco ou pelo vendedor do imóvel, mas que se não estiverem pagas vão ter o imóvel como garantia e a execução vai correr contra o atual proprietário, que então terá que recorrer a Justiça para receber este dinheiro do vendedor.
8. Prazo do financiamento: quanto maior o prazo do contrato, mais juros o consumidor terá de pagar pelo imóvel. Se a taxa for de 10% ao ano, por exemplo, a cada 10 anos de financiamento, o consumidor paga o valor de mercado de um imóvel só de juros, além de correção monetária e o valor do próprio financiamento. Também é importante lembrar que se atrasar três parcelas, o imóvel será levado a leilão.
9. Renda: é comum a família toda e até amigos se unirem para compor a renda necessária para conseguir o financiamento. Só que as pessoas tem que lembrar que ficarão obrigadas pelo pagamento da dívida até o final, além do fato que sua renda estará comprometida para fins de financiar outro imóvel no futuro.
10. Pagamento das parcelas: é fundamental não comprometer mais de 15% da renda com o pagamento da primeira parcela do financiamento. Este cuidado é fundamental para que sseja possível honrar com todas as parcelas do financiamento sem dificuldades. Lembre-se que o prazo é muito longo, dificuldades e crises acontecem sempre e com todos, e comprometer menos seu salário é caminho certo para não haver surpresas desagradáveis no futuro.
Fonte: InfoMoney

Governo estuda novas regras para portabilidade do crédito imobiliário


Brasília - O Ministério da Fazenda confirmou que o governo estuda regras que facilitem a portabilidade do crédito imobiliário. A área técnica do governo está finalizando os estudos, mas não foi divulgada uma data para o anúncio das medidas com os ajustes na portabilidade. A alteração facilitaria a transferência de crédito imobiliário de um banco para outro que oferecesse mais vantagens para o mutuário. A portabilidade, segundo o Ministério da Fazenda, está em vigor desde setembro de 2006.

O assunto passou a ser destaque depois de o governo anunciar a nova regra para a caderneta de poupança, no último dia 3. A mudança estabeleceu alteração na remuneração da aplicação quando a taxa básica de juros, a Selic, estiver em 8,5% ao ano ou menor do que esse patamar. Nesse caso, o rendimento passa a ser 70% da Selic mais a Taxa Referencial (TR). Atualmente, a Selic está em 9% ao ano. Assim, a remuneração continua sendo 0,5% ao mês mais a TR.

Para tentar esclarecer os poupadores, foi publicada uma lista com perguntas e respostas no site do ministério, incluindo as questões sobre o crédito imobiliário. O ministério procura esclarecer que “não há vinculação direta entre a alteração na remuneração dos novos depósitos de poupança e a redução nas taxas de juros dos financiamentos habitacionais já existentes, até porque estes são instrumentos juridicamente perfeitos que devem ser respeitados”.

Por outro lado, o argumento do Ministério da Fazenda é que a redução nas taxas de juros da economia terminará incentivando os bancos a financiarem imóveis a taxas menores do que as dos contratos já firmados e, diante desse quadro, os mutuários devem exercem o direito de portabilidade. Como o governo anunciou a mudança no cálculo da poupança justamente para abrir caminho para uma eventual queda nos juros, os contratos antigos passarão a ser menos vantajosos à medida que as taxas ficarem menores.

No último dia 4, o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, informou à Agência Brasil que a expectativa do governo é ter, daqui a alguns anos, uma taxa de juros que flutue entre 4% e 8%. De acordo com o boletim Focus do Banco Central (BC), a taxa básica de juros (Selic) que, como o nome diz, serve como base de cálculo para as demais taxas, terminará o ano em 8,5% ao ano. Os dados do documento, no entanto, refletem dados até o dia 4 de maio, quando começaram a valer as novas regras da poupança. O Comitê de Política Monetária do Banco Central deverá ser reunir nos próximos dias 29 e 30 de maio para definir a tendência do índice.

O Ministério da Fazenda também esclarece aos mutuários que a mudança na regra na caderneta de poupança não reduzirá o valor da prestação no financiamento da casa própria dos contratos já existentes. Isso porque os contratos de financiamento imobiliário, em sua maioria, apresentam uma taxa fixa, com correção do saldo devedor pela Taxa Referencial (TR) e não dependem diretamente da Selic, embora a mesma taxa tenha certa influência no valor da TR.

O Ministério da Fazenda garante que o risco de um eventual descasamento entre os ativos e passivos da fonte de recursos (funding) do financiamento imobiliários não será alterado, mas descarta a diminuição dos recursos para o crédito habitacional já que não há expectativa de queda no volume dos depósitos em poupança. No último dia 8, o Banco Central informou que a poupança teve melhor resultado para abril desde 2007, com os depósitos superando as retiradas em R$ 1,977 bilhão.



Fonte: Agência Brasil

Como avaliar seu imóvel usado?

Na hora de comprar ou vender um imóvel usado, fica a dúvida se o valor cobrado é justo. Quem vende, pensa estar perdendo (99%), pensa que poderia esperar um pouco e fazer um negócio melhor. Para quem compra, pensa que procurou pouco e até pode estar sendo enganado.

Para que isso não aconteça, é necessário observar certos aspectos, que vão desde a localização do imóvel até mesmo o seu estado de conservação.

Outros detalhes, no caso de apartamentos, como área de lazer e quantidade de garagens, também são essenciais para se avaliar adequadamente uma unidade. Contratar um profissional sempre é a melhor escolha.

Em um mesmo edifício é possível encontrar apartamentos de preços variados, dependendo de sua posição. Andares mais altos são mais caros e se forem voltados para o sol da manhã, também possuem um acréscimo no valor. Em lugares em que a temperatura é muito alta, muito quente a busca é a face sul. Mas, quando a região é mais fria, a busca é para a face norte.

Acabamento . O acabamento e o estado de conservação do imóvel vêm em segundo lugar.

Nesse caso, a idade do imóvel é importante, assim como o acabamento da fachada de um prédio. Imóveis mais conservados causam uma primeira impressão melhor do que se estivessem com a pintura gasta ou algum tipo de vazamento. Uma reforma na fachada irá onerar a taxa do condomínio.

Uma reforma interna também deve ser levada em consideração. Os serviços básicos de manutenção devem ser calculados antes de avaliar ou colocar o imóvel à venda. O comprador hoje é um público muito exigente e pode fazer o preço inicial cair por causa desses pequenos detalhes. O valor gasto na pintura de um apartamento de R$ 160 mil, por exemplo, não chega a 0,5% do preço do imóvel. Quando os gastos para a reforma básica assumem um compromisso acima deste valor, significa “problemas sérios”.

Você não pode levar em conta a “personalização”. Se você vai reformar um apartamento, não que seja necessário. Mas, sim uma decoração personalizada, estes calculos não serão levados em conta na avaliação do imóvel. Lembrando que quanto mais você personaliza, mais difícil é vendê-lo mais tarde, se você precisar.

Garagem e área de lazer fazem uma grande diferença. Livre, coberta, descoberta, presa, compartilhada.

O terceiro fator na hora de estabelecer o preço de um imóvel usado são os complementos, como garagens, área de lazer e outros itens, como segurança, que fazem o diferencial na hora da avaliação. Um imóvel pode valer até 10% a mais se tiver uma outra vaga de garagem. E até em 20% se possuir uma área de lazer completa, quando comparado com outro imóvel na mesma rua, com as mesmas características, mas que possua um lazer menor.

Acabamento, localização e vista ajudam a fixar preço. Quando você pensar em colocar o seu apartamento para vender faça uma pesquisa para avaliar o preço médio de imóveis do mesmo porte do seu, nas proximidades. Leve em conta a idade da construção.

A avaliação de um corretor dá mais segurança ao valor pedido, porque é um profissional qualificado para este tipo de trabalho.

O fato do apartamento também já estar todo montado e com acabamento em boas condições também é um fator que pesa na hora de avaliar o imóvel.

Outro ponto são as áreas comuns do prédio, que tem fachada conservada, revestida em granito e uma área de lazer com piscina, churrasqueira, playground e miniquadra. Estrutura.

Avaliação correta e maior segurança.

Quando for verificar o preço para venda ou compra de um imóvel, o interessado pode começar pesquisando os valores cobrados pelo metro quadrado na região, no seu bairro. 

Esse tipo de avaliação pode ser feito consultando anúncios de vendas ou imobiliárias. Comparar os imóveis à venda na região onde está localizado a unidade que se pretende avaliar, também ajuda a se aproximar do valor real do imóvel.

Mas para chegar ao valor justo, o ideal é consultar um profissional de corretagem de imóveis, devidamente cadastrado junto ao Conselho Regional de Corretores de Imóveis, solicitando sua visita ao imóvel.

Para quem vai vender um imóvel, o ideal é dar opção de exclusividade de venda ao corretor. Dessa forma, ele trabalha com maior comprometimento, sabendo que é o único profissional trabalhando com aquele imóvel, investindo mais na divulgação do produto e até fazendo parceria com outro corretor sem ônus para o vendedor. Também fica fácil controlar as visitas, o que gera mais segurança para o vendedor.
Fonte: Publicidade Imobiliária

O que vem ocorrendo atualmente é que os proprietários estão colocando vendendo seus imóveis usados utilizando como base o preço/m² de um imóvel novo. Geralmente, a partir do quinto ano de existência, um imóvel custa entre 30% a 40% a menos que um novo lançamento, com características similares e na mesma localidade. Temos visto que o proprietário quer vender seu imóvel usado com uma diferença de apenas 5 a 10%, impondo ao comprador o preço que ele quer, e isto tem dificultado  a velocidade da venda.  É chegada a hora de repensar estas atitudes! (nota pessoal) 

Vale a pena migrar financiamento de imóvel para a Caixa


Especialista faz simulações e aponta que as novas taxas oferecidas pela Caixa compensam custos de transferência da dívida


As reduções nas taxas de financiamento de imóveis da Caixa começaram a valer nesta sexta-feira (4), junto com a abertura do 8º feirão anual de imóveis da Caixa . EXAME.com consultou o presidente do Instituto Brasileiro de Finanças, Perícias e Cálculos (Ibrafin), Anísio Castelo Branco, e ele comprovou que as novas opções são vantajosas não apenas para quem quer iniciar o financiamento de um imóvel, mas para quem quer fazer a portabilidade do crédito imobiliário.

Para comprovar se a portabilidade é vantajosa, devem ser seguidos basicamente os seguintes passos: em primeiro lugar, o mutuário deve verificar a taxa de juro cobrada no atual financiamento e a taxa oferecida pela Caixa; depois, ele deve calcular a diferença entre a soma das prestações que restam no banco atual e as que serão pagas se a dívida for transferida para a Caixa; por fim, deve-se subtrair as taxas de cartório cobrada pela alteração do financiamento, a diferença entre os custos dos seguros de cada instituição e entre as taxas de administração.
Comparação entre as taxas de juro
Para iniciar o cálculo, Anísio fez uma simulação sobre a economia resultante da troca da taxa de juro do financiamento no banco inicial e na Caixa. Ele usou como modelo um financiamento de 450.000 reais, com prazo de 360 meses (30 anos). A taxa de prestação da Caixa usada como base é a de 9% ao ano, taxa máxima cobrada na Caixa para financiamentos de imóveis de até 500.000 reais e taxa cobrada para financiamentos de imóveis de mais de 500.000 reais para quem tem conta-salário no banco. Considerou-se para o banco anterior uma taxa de 12% ao ano, que, segundo Castelo Branco, é a taxa média cobrada pelos bancos privados em financiamentos imobiliários.
Prazo restanteSaldo devedor (R$)Prestação Caixa 9% a.a. (R$)*Prestação banco anterior 12% a.a. (R$)*Economia total (R$)
5 anos375.0003.9614.820128.761
10 anos300.0003.4214.10882.475
15 anos225.0002.8803.39646.457
20 anos150.0002.3402.68520.704
25 anos75.0001.7991.9735.219

(*) Prestações calculadas para uma pessoa solteira de 35 anos
“Com essa simulação fica claro que é vantajoso migrar o financiamento, principalmente quando ainda há muitas parcelas a pagar. Mesmo subtraindo os custos cobrados pela transferência da dívida, a economia é muito grande”, comenta Anísio.
Depois de checar a economia total, o mutuário deve subtrair os gastos com as duas taxas de cartório cobradas na portabilidade: a taxa de averbação do valor declarado (pelo cancelamento do financiamento) e a de registro do novo financiamento. Estas taxas variam de acordo com o valor do imóvel e com a região. As tabelas com as taxas referentes a cada estado podem ser consultadas no site do Instituto de Registro Imobiliário do Brasil (Irib).
Para o financiamento usado na simulação, no valor de 450.000 reais , são cobrados 1.792 reais pelo registro da nova garantia, mais 556 reais pelo cancelamento da outra dívida, totalizando 2.348 reais - valores válidos para o Estado de São Paulo, de acordo com a tabela da Associação dos Registradores Imobiliários de São Paulo (Arisp).
“Os cartórios têm um prazo de 30 dias para fazer esses registros da portabilidade, mas isso normalmente acontece em torno de 7 a 10 dias. O cliente deve observar também que, para imóveis com valores inferiores a 500.000 reais, dentro do SFH, há um desconto de 50% nas taxas, e aí a portabilidade pode valer ainda mais pena ”, explica Franciso Toledo, vice-presidente da Arisp.
Taxa de administração 
Segundo o presidente do Ibrafin, na Caixa é cobrada uma taxa de administração fixa no valor de 25 reais por mês. Ele explica que alguns bancos podem cobrar esta taxa e outros não. Se no financiamento atual for cobrada esta taxa, deve-se somar o valor total que seria pago por ela a partir do momento que se considera a portabilidade até o final do financiamento atual e qual seria o mesmo  valor pago com a taxa da Caixa.
Tomando o exemplo do financiamento de 450.000 reais, em 360 meses a Caixa cobraria um total de 9.000 reais.
Taxas de seguro
Para os financiamentos imobiliários são cobrados dois tipos de seguro, o MIP (Morte e Invalidez Permanente) e o DFI (Danos Físicos ao Imóvel). De acordo com Castelo Branco, o valor do seguro só vai sofrer alterações caso a seguradora contratada no primeiro financiamento seja diferente daquela contratada no segundo. Se permanecer a mesma seguradora, como em ambos os seguros as taxas são pré-fixadas de acordo com o valor total do financiamento, não há alterações, mesmo que na nova instituição o mutuário pague menos pelas parcelas.
Portanto, a diferença com as taxas de seguro só entra na conta caso também sejam contratadas diferentes seguradoras nas instituições em questão.
Resultado
Um mutuário que fez o financiamento de 450.000 reais em 360 meses e deseja fazer a portabilidade depois de 15 anos terá portanto: uma economia de 46.457 reais apenas com as mudanças de taxa. Deste montante, ele terá que subtrair: as taxas cartorárias, no valor de 2.348 (taxa de averbação + taxa de garantia do novo contrato). Se no banco atual ele não tiver cobrança de taxa administrativa e passar a ter na Caixa, ele deve subtrair ainda 4.500 reais (25 reais das taxas fixas da Caixa cobradas pelos próximos 15 anos). Por fim, desconsiderando que haja mudança de seguradora, ele terá com tudo uma economia de 39.609 reais (46.457 – 2.348 - 4.500 = 39.609).
Opções de financiamento da Caixa
Vale ressaltar que a simulação foi feita no caso de uma migração do financiamento para uma taxa de 9% da Caixa. A portabilidade pode ser mais vantajosa se os juros oferecidos forem ainda maiores ou pode chegar a ser desvantajosa em condições de financiamento cujo juro cobrado for maior.
Para valores acima de 500.000, fora do Sistema Financeiro de Habitação, as taxas da Caixa caíram de 11% para 10% para todos os clientes. E para quem tem conta-salário a nova taxa passa a ser de 9%.
Para valores abaixo de 500.000, que se enquadram no SFH, as taxas variam de 4,6% a.a. até 9% a.a.. 
Portabilidade de crédito
A portabilidade de crédito é prevista pela Resolução 3.401/2006 do Banco Central. Ela permite que o consumidor que já possui um empréstimo ou financiamento pesquise por melhores condições de pagamento, e, se desejar, transfira sua dívida para outra instituição sem a cobrança de taxas. Cabe à nova instituição quitar o empréstimo no banco anterior.
Outra vantagem da portabilidade de crédito é que ao realizar a transferência não há cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
Fonte: Exame




Cartilha de Manutenção dos Consertos do Imóvel Alugado

QUEM PAGA OS CONSERTOS NO IMÓVEL LOCADO As dúvidas são muitas quando se trata de  consertos no imóvel locado  e quem deve arcar com...